BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS É TRI-CAMPEÃ
NO CARNAVAL 2005
É ela
Maravilhosa e soberana
De fato nilopolitana
Enamorada desse meu país
É ela, a deusa da passarela, razão do meu cantar feliz
É ela, um festival de prata em plena pista
É o sorriso alegre do sambista
Ao ecoar do som de um tambor
Beija-Flor minha escola, minha vida meu amor
- Neguinho da Beija-Flor -
Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor
Nascida em 1948, na cidade de Nilópolis, a Beija-Flor conquistou
seu primeiro campeonato em 1976, com o carnavalesco Joãosinho Trinta,
que passou 17 anos com a escola. Em 89, a escola apresentou um de seus desfiles
mais ousados, com o enredo "Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia", que trazia
uma ala de mendigos e uma imagem do Cristo Redentor, coberto por ordem da Igreja.
CARNAVAL 2005 |
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Fonte: O Globo On Line Fotos: Marcelo Carnaval, Leonardo Aversa e Ivo Gonzalez |
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Unidos da Tijuca Prêmio de melhor escola "Entrou por um lado, saiu pelo outro... Quem quiser que invente outro!" |
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Melhor samba: Beija-flor - "O vento corta as terras dos Pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor" Enredo: Unidos da Tijuca Bateria: Grande Rio Mestre-sala: Claudinho, da Beija-Flor Porta-bandeira: Selminha Sorriso, da Beija-flor Personalidade: Vó Lucíola, de 104 anos, a moradora mais velha do Morro da Mangueira e parteira da comunidade, que saiu na comissão de frente Ala: Alegria dos Salões, da Porto da Pedra Ala das baianas: Salgueiro Revelação: Bruno Ribas, intéprete do samba-enredo da Portela Passista masculino: Carlinhos Coreógrafo, do Salgueiro Passista feminino: Dandara, da Unidos de Vila Isabel Puxador: Wantuir, da Unidos da Tijuca Comissão de frente: Salgueiro Samba do Grupo A: Acadêmicos do Cubango |
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Pela vibração do público na Marquês de Sapucaí, Império Serrano e Beija-Flor de Nilópolis são as favoritas ao título. Também tiveram primazia no desfile a Portela, Salgueiro, Mangueira, Viradouro e Imperatriz.
A Império Serrano ressuscitou o samba-enredo "Aquarela Brasileira". A escola sacudiu o sambódromo e arrancou palmas até do jurado do quesito. Mas a grande quantidade de integrantes - 6 mil pessoas desfilaram pela escola - prejudicou a harmonia e o desfile não chegou perto das apresentações das outras seis favoritas.
Campeã do ano passado, a Beija-Flor defendeu a preservação da Amazônia. A comissão de frente -que encenava a agressão dos espanhóis contra os índios brasileiros- e o carro abre-alas -um gigantesco navio representando a vinda dos espanhóis para as Américas- mostraram criatividade e surpreenderam pelas cores e número de pessoas na avenida, provando que a escola entrou com tudo para levar o bicampeonato.
A campeã de 2002 escondeu o tradicional verde e rosa da estação primeira e tornou monótona a sequência de 38 alas e oito carros alegóricos. Mas a Mangueira, que mostrou o caminho do ouro, levando para o sambódromo carioca a Estrada Real, que liga Minas ao Rio, soube fazer uso do luxo e empolgou o público.
Uma escola que deu o que falar foi a Grande Rio. Joãosinho Trinta gosta de polêmica, inovação e levitação. Com o enredo "Vamos vestir a camisinha, meu amor", ele levou para a Sapucaí uma comissão de frente que encantou e arrancou aplausos do público, e carros alegóricos cobertos ou auto-intulados censurados. A comissão de frente era composta por casais realizando uma coreografia muito bem ensaiada e que testou ao máximo a flexibilidade dos dançarinos.
Um grande globo prateado seguia logo atrás, puxado por quatro homens. O globo parava, subia, se abria ao meio e revelava um homem, que também se elevava, para depois descer na avenida. A primeira polêmica: os casais se beijavam na boca, inclusive os do mesmo sexo.
Outra estátua que causou polêmica -a que mostrava Adão e Eva simulando o ato sexual- foi coberta com um pano dourado, que lembrava um lençol. Um outro carro trouxe casais em camas espelhadas.
Com a reedição do enredo "Lendas e Mistérios da Amazônia," campeão do Carnaval do Rio de Janeiro de 1970, a Portela foi provavelmente a favorita do primeiro dia de desfiles do Rio. Com um refrão contagiante, a escola embalou uma apresentação luxuosa e animada. A Portela apostou em bonecos que se mexiam para adornar os carros alegóricos, e no verde e azul para as fantasias, uma combinação de cores que garantiu um tom luxuoso, como na roupa do primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala. As cores representavam a água e a floresta da região.
A Tradição emocionou ao repetir o samba-enredo campeão de 1984, "Contos de Areia". Após um desfile desastroso no ano anterior sobre o jogador Ronaldinho, ela veio nas asas da águia-mãe Portela. A escola nascida há 20 anos de uma cisão em Madureira, mostrou que cresceu e não poupou esforços para garantir a permanência entre as principais do Carnaval carioca.
A Viradouro mostrou que samba velho fica melhor com bateria competente e escola idem. O samba "A festa do Círio de Nazaré", de 1975, emprestado da Estácio de Sá, renasceu nas mãos da Viradouro e, sob a chuva, deu um toque místico à entrada da escola na avenida.
A escola iniciou o desfile de maneira impressionante. A segunda ala da Viradouro, onde atores simulavam a procissão do Círio de Nazaré, ganhou realismo histórico funcionando debaixo de um temporal, com passistas e público entoando o refrão "Oh virgem santa, olhai por nós. Olhai por nós oh virgem santa, pois precisamos de paz."
São Paulo
A Mocidade Alegre é a grande campeã do carnaval dos 450 anos de São Paulo. Cantando a imigração para a capital, a escola do bairro do Limão foi a única a conseguir nota máxima na soma de todos os quesitos, chegando a 200 pontos. Como esperado, a campeã saiu do segundo dia de desfiles, mas Vai-Vai e Rosas de Ouro, apontadas como grandes favoritas, não terminaram a apuração em posições de destaque.
As escolas Unidos do Peruche e Gaviões da Fiel - bi-campeã do carnaval paulistano que teve problemas com o último carro alegórico e perdeu 8 pontos por causa de atraso na avenida - ficaram nas duas últimas posições do grupo especial de São Paulo e foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.
O desfile da Gaviões estava tecnicamente perfeito até que o último carro teve problemas com o eixo, perdendo o controle e prejudicando a evolução e a harmonia da escola. O incidente feriu cinco pessoas.
Quem subiu ao Grupo Especial foi a rival da Gaviões nas arquibancadas de futebol, a Mancha Verde. "A gente subiu e prometo que pelo menos entre os cinco nós vamos ficar. Prometo isso para a torcida do Palmeiras. Sempre falaram que palmeirense não gostava de samba, então tá aí", disse o presidente de honra da Mancha, Paulo Serdan, logo após a apuração.
* Com informações e fotos de divulgação da Agência
Reuters e do Lancenet!
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O carnavalesco Joãosinho Trinta foi demitido pela direção da Grande Rio por não ter conseguido desenvolver o enredo deste ano de maneira satisfatória, informou nesta quarta-feira a assessoria de imprensa da escola de samba.
"O conflito que Joãosinho criou com a Igreja afetou a própria comunidade. Somos um país católico e ele exagerou muito no sexo", afirmou à Reuters o assessor.
Segundo ele, a demissão ocorreu há duas semanas e o carnavalesco estaria negociando com a Acadêmicos da Rocinha. Para o seu lugar na Grande Rio, as especulações giram em torno do nome do carnavalesco da São Clemente, Milton Cunha.
Procurado pela Reuters, o assessor de Joãosinho, 70 anos, não soube confirmar a ida do carnavalesco para a Rocinha depois de quatro Carnavais à frente da escola de Duque de Caxias.